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O mapa desenhado pela água: rios ampliam a dimensão do Vale do Jequitinhonha

Antes de ser uma divisão administrativa, o Vale do Jequitinhonha é um território desenhado pela água. O rio que dá nome à região e sua rede de afluentes conectam cidades, comunidades rurais e atividades econômicas em uma extensão que ultrapassa as fronteiras mais conhecidas do mapa mineiro.

Rios como Araçuaí, Itacambiruçu, Piauí, São Miguel e São Pedro formam, ao lado do Jequitinhonha, uma bacia hidrográfica decisiva para o abastecimento, a agricultura e a manutenção dos ecossistemas. Quando a região é observada por esse critério natural, sua área de influência alcança dezenas de municípios de Minas Gerais e avança por parte do território baiano.

Essa geografia também ajuda a entender a cultura do Vale. Povoados cresceram às margens dos cursos d’água, práticas agrícolas se adaptaram ao ritmo dos rios e manifestações culturais atravessaram gerações acompanhando o deslocamento de pessoas, produtos e histórias.

Olhar para o Jequitinhonha a partir de sua bacia hidrográfica torna mais evidente a necessidade de cooperação entre municípios. A qualidade da água, a conservação das margens e o uso sustentável dos recursos naturais não terminam na divisa de uma cidade. São responsabilidades compartilhadas por toda a região.

Cantagalo promove caminhada ecológica com exposição de animais

A Prefeitura de Cantagalo promove uma Caminhada Ecológica com Exposição de Animais Taxidermizados como ação de educação ambiental no município. A atividade é organizada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

O evento conta com participação do Museu de Zoologia do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), campus São João Evangelista. A proposta é aproximar os participantes de conteúdos sobre fauna, preservação ambiental e conservação da biodiversidade.

A organização também cita apoio da Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Militar de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil Municipal, Apae, Conselho Tutelar e Emater-MG. A publicação municipal apresenta a atividade como parte do calendário anual de conscientização ambiental.

Turmalina convoca consulta sobre criação do Parque Municipal do Tatá

A Prefeitura de Turmalina convocou consulta pública para discutir a criação do Parque Municipal do Tatá. A reunião foi marcada para 30 de junho, às 9h, no Auditório Prefeito Odair Bonifácio Maciel, na sede da administração municipal.

A consulta foi organizada para apresentar a proposta e receber sugestões, manifestações e contribuições de moradores, instituições públicas e privadas e entidades da sociedade civil. O processo é coordenado com participação da Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Os estudos técnicos, mapas, memoriais descritivos e outros documentos relacionados à proposta ficaram disponíveis para consulta na Prefeitura, na sede da secretaria e também em meio eletrônico. A convocação trata da etapa de participação pública e não afirma, por si só, que a unidade de conservação já tenha sido criada.

Vargem Alegre define composição paritária do Conselho de Meio Ambiente

Vargem Alegre alterou a composição do Conselho Municipal do Meio Ambiente, o Codema. A Lei 717/2026, sancionada em 17 de março, estabelece paridade entre poder público e sociedade civil, com cinco representantes de cada segmento.

As vagas públicas são destinadas à administração municipal, à Câmara de Vereadores, à Emater, às concessionárias locais de água ou energia e à Polícia Militar de Minas Gerais. A representação social reúne sindicatos, cooperativas, associações, entidades religiosas e organizações terapêuticas ou do terceiro setor.

A norma modifica o artigo 4º da lei que criou o conselho e o Fundo Municipal do Meio Ambiente. O novo texto entrou em vigor na data da publicação.

Campanário cria sistema de parceria para instalar lixeiras

Campanário instituiu um sistema de adoção de lixeiras em logradouros públicos por meio da Lei Ordinária 454/2026. A norma permite parcerias entre a Prefeitura e a iniciativa privada para a instalação dos equipamentos.

Comerciantes e indústrias interessados poderão assumir os custos de compra e instalação e, em contrapartida, identificar seus negócios com adesivos na parte externa. A lei exige material não tóxico e modelo padronizado de cor, tamanho e formato.

O texto prevê uma lixeira a cada cem metros e atribui ao município a coleta dos resíduos. A lei foi promulgada em 26 de fevereiro e estabeleceu entrada em vigor 180 dias após a publicação.