O mapa desenhado pela água: rios ampliam a dimensão do Vale do Jequitinhonha
Antes de ser uma divisão administrativa, o Vale do Jequitinhonha é um território desenhado pela água. O rio que dá nome à região e sua rede de afluentes conectam cidades, comunidades rurais e atividades econômicas em uma extensão que ultrapassa as fronteiras mais conhecidas do mapa mineiro.
Rios como Araçuaí, Itacambiruçu, Piauí, São Miguel e São Pedro formam, ao lado do Jequitinhonha, uma bacia hidrográfica decisiva para o abastecimento, a agricultura e a manutenção dos ecossistemas. Quando a região é observada por esse critério natural, sua área de influência alcança dezenas de municípios de Minas Gerais e avança por parte do território baiano.
Essa geografia também ajuda a entender a cultura do Vale. Povoados cresceram às margens dos cursos d’água, práticas agrícolas se adaptaram ao ritmo dos rios e manifestações culturais atravessaram gerações acompanhando o deslocamento de pessoas, produtos e histórias.
Olhar para o Jequitinhonha a partir de sua bacia hidrográfica torna mais evidente a necessidade de cooperação entre municípios. A qualidade da água, a conservação das margens e o uso sustentável dos recursos naturais não terminam na divisa de uma cidade. São responsabilidades compartilhadas por toda a região.